Ensino Superior Orientação errada pode determinar
Ensino SuperiorOrientação errada pode determinar fracasso no TCC..
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:43 hs.05/05/2009 -
Professor deve indicar caminhos e apontar problemas de desenvolvimento. Por Larissa Leiros Baroni.
Após um ano de trabalho, pesquisa e entrevistas, quatro horas de captação de imagens, outras vinte na ilha de edição para finalização do TCC (trabalho de conclusão de curso), a decepção. Grande parte do que a radialista Lilian Christina de Melo Cruz, 29 anos, e sua equipe tinham desenvolvido não recebeu o aval da banca avaliadora. Problemas técnicos e estruturais, jamais citados pelo orientador, foram apontados pelos avaliadores, que descontaram muitos pontos da nota final."A nota foi suficiente para a aprovação, mas a decepção foi maior com a falta de consideração do orientador", explica Lilian. Segundo ela, o professor designado para a equipe não cumpriu seu papel durante o desenvolvimento do projeto, mas concordou com todos os comentários dos avaliadores. "Não recebemos a orientação que deveríamos. Na véspera da edição do vídeo, questionamos o orientador sobre o roteiro e ele nos disse que estava tudo ótimo, mas mudou de idéia no dia da banca final, quando não podíamos fazer mais nada", conta.De acordo com a professora de Pedagogia da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), Ermelina Thomacheski, muitos estudantes não valorizam a figura do orientador e nem dão a devida atenção ao processo de escolha do professor que os acompanhará durante todas as etapas do projeto. "Isso pode emperrar o desenvolvimento do trabalho e, inclusive, comprometer o resultado", enfatiza.
Na opinião do diretor do Instituto de Ciências das Artes da UFPA (Universidade Federal do Pará), Afonso Medeiros, o primeiro passo para que a influência do orientador seja positiva é reconhecer a importância da parceria entre aluno e professor. A coordenadora da graduação de Pedagogia da Unicamp (Universidade de Campinas), Angela Soligo, explica que o papel do orientador é acompanhar o estudante desde a criação do projeto - com a escolha do tema - até a construção teórica e prática do trabalho. "O TCC integra o processo de aprendizado do aluno e, geralmente, é o primeiro contato do estudante com pesquisa e projetos desse porte. Por isso da importância da direção", aponta.Além de todo o suporte técnico, Angela acredita que o orientador também tem a função de dar apoio afetivo. "Os processos do trabalho, em geral, são difíceis. Portanto, é natural que surjam angústias, cansaço e desânimo. Daí a importância de um orientador para compreender as dificuldades", diz a coordenadora da Unicamp. Na opinião dela, o orientador é co-responsável pelo trabalho. "Mas quem tem o poder de decisão é o estudante", enfatiza.Processos de escolhaComo escolher o orientador- Reconheça a importância da parceria entre professor e aluno- Saiba distinguir quais são seus papéis e os do orientador no desenvolvimento do trabalho- Confira as regras da universidade para a escolha do orientador- Priorize professores com interesse no assunto a ser pesquisado e na modalidade do projeto para que a orientação não seja superficial- Verifique a disponibilidade do professor.
Caso ele esteja orientando mais de seis projetos, opte por outro com mais tempo- Converse informalmente com os possíveis candidatos a orientador para saber de seus interesses e disponibilidade- Escolha um professor com quem tenha empatia- Procure estudantes que já tenham sido orientados pelo professor escolhido e verifique se suas características são compatíveis com seus interesses- Caso haja problemas na orientação no decorrer do processo, estude a possibilidade de substituir o professor- Escolha um co-orientador para ter mais uma opiniãoEnquanto algumas instituições permitem que os estudantes escolham o orientador, outras indicam o professor considerado mais adequado à tarefa. Esse é o caso da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul), onde a radialista Lilian se formou. "Queria muito poder escolher, pois a imposição acabou nos limitando e nos prejudicando", reclama.Para a gerente de desenvolvimento de ensino da Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos), Silvia Dutra, é importante verificar a regulamentação da universidade e do curso. "Isso porque as regras também variam de curso para curso", ressalta. Segundo ela, há manuais de TCC, inclusive, que descrevem dicas e pré-requisitos para a escolha do orientador. "Em caso de dúvidas ou descontentamentos, é recomendável conversar com a coordenação do curso para esclarecimentos e acertos", sugere.Quando há opção de escolha, é importante atentar a alguns pontos. O primeiro deles, segundo Silvia, é a sintonia entre tema e orientador. "O ideal é buscar o professor - dentre aqueles que integram o quadro de docentes da instituição - com mais conhecimento no tema e na modalidade do projeto", aconselha a gerente da Unisinos. "Só assim a orientação será efetiva. Sem conhecimentos técnicos, o direcionamento pode ser superficial", completa.
Como a escolha também deve estar alinhada ao interesse do professor, Ermelina sugere que os estudantes conversem informalmente com os possíveis orientadores antes da decisão. "Comente sobre o projeto e saiba se o professor tem vontade e conhecimento no tema. Caso a resposta seja negativa, ele poderá indicar algum colega", diz a professora da PUCPR.No entanto, interesse nem sempre é sinal de disponibilidade. É o que alerta Ângela, para quem uma boa orientação está baseada no tempo que o professor dispõe para acompanhar o estudante. "Alunos de graduação exigem mais dos orientadores, até porque estão aprendendo a construir, escrever e produzir projetos dessa natureza. Além disso, a autonomia é bem menor se comparada a estudantes de pós-graduação" afirma. Lilian conta que a indisponibilidade de tempo do seu orientador foi um dos motivos para os problemas no acompanhamento do trabalho. "Ele tinha muitas equipes para acompanhar, o que fez com que não cumprisse sua tarefa direito com nenhuma delas. E quem saiu perdendo fomos nós", relata.A afinidade também é fator que, na opinião da Angela, precisa ser considerado nesse processo de escolha. Um bom orientador, segundo ela, tem que saber ouvir, acolher as dúvidas dos alunos, respeitar interesses e cobrar quando necessário. Ermelina acrescenta a paciência e a tolerância como outras características fundamentais aos conselheiros. "Converse com estudantes que já foram orientados por aquele professor que pretende escolher e verifique suas características", indica.Mesmo seguindo as recomendações acima, Rosineide Pereira Souza, estudante do último semestre do curso de Administração da Anhangüera-Faenac (Faculdade Editora Nacional), teve problemas com a escolha do orientador. Por meio de sorteio, a instituição designou uma professora pouco engajada com o projeto. "Não a conhecíamos bem. Além disso, ela ia à faculdade apenas uma vez por semana - o que dificultou ainda mais o contato", explica. Rosineide afirma ter tomado a decisão de mudar de orientador ao perceber o atraso de sua equipe em relação ao cronograma estabelecido pela instituição. "Procuramos o coordenador de TCC, explicamos a questão e solicitamos a substituição já com a indicação de um novo professor. Hoje, conseguimos recuperar o atraso", conta.Para Ermelina, a decisão de Rosineide foi correta. "Apesar de conflituosa, já que um segundo professor terá que praticamente recomeçar o trabalho com tempo bem menor, a troca é mais sensata do que empurrar o problema", salienta a professora da Unicamp. Segundo ela, há indicadores do momento de troca. "Quando se está patinando no mesmo lugar, não se encontra caminho para os problemas, quando não consegue entender o que o orientador quer ou ainda quando não há avanços no projeto, esse é o termômetro da substituição", descreve.Reforço extraPara incrementar a orientação do TCC, existe ainda a figura do co-orientador. "Sua função é complementar à do orientador, já que compartilha conhecimentos para auxiliar os estudantes no desenvolvimento dos projetos", explica Silvia. No entanto, nem todas as universidades regulamentam a co-orientação. "Mas mesmo informalmente é possível contar com auxílio extra, até porque é sempre positivo ter outra opinião", aponta a gerente da Unisinos.Em alguns casos, a presença de um co-orientador pode até ser fundamental. "Quando o estudante escolhe temas complexos ou multidisciplinares, que envolvem diversas áreas", exemplifica Angela. "Há, ainda, casos em que é preciso ter um orientador para o conteúdo e outro para a forma", complementa. Ainda que opiniões variadas contribuam para o amadurecimento do projeto, a coordenadora da Unicamp acredita ser preciso tomar precauções. "A figura do co-orientador prejudicar quando não há entendimento com o orientador e suas dicas se contradizem", ressalta.
Fonte: Universia
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Faltou consulta as pessoas para a nova reforma ortografica, diz especialista
As pessoas comuns poderiam ter sido mais ouvidas na elaboração do Acordo Ortográfico que começou a vigorar em 1º de janeiro deste ano. Para o coordenador do curso de letras da Universidade Estácio de Sá, no Rio, Deonísio da Silva, a forma como foi feito o acordo dificulta a assimilação. “Se a sociedade que usa a língua fosse mais consultada, daria muito menos trabalho [difundir as novas normas]”, considerou.A língua portuguesa escrita estava “precisando” de uma reforma, na avaliação de Deonísio. No entanto, ele acredita que as mudanças deveriam ter levado em conta as transformações decorrentes do próprio uso do idioma, em vez de dar prioridade às regras formais da escrita. “A reforma não deveria ficar só nos dicionários. Os dicionários estão atrasados pelo menos 40 anos [em relação ao idioma utilizado no cotidiano]”. Na opinião do coordenador, as deficiências na elaboração do projeto comprometem a eficácia da reforma linguística.“O acordo, do jeito que foi feito, vai demandar outra reforma em breve”, ressaltou.Até 2012, quando o modo de escrever antigo deixará de ser aceito, os brasileiros já terão incorporado as mudanças, prevê o professor de letras da Universidade de São Paulo Valter Kehdi. Ele reconhece que “a ortografia sempre implica hábitos muito arraigados”, mas acredita que com o uso diário, a nova forma de escrever será assimilada dentro do prazo de transição.Para ele, o ideal é que as pessoas aprendam as regras mais simples e “esqueçam” as mudanças em relação ao hífen, que são mais complexas. De acordo com Kehdi, o melhor é ter um dicionário atualizado para esclarecer as dúvidas em relação à escrita.Apesar da nova ortografia já ter sido adotada por vários veículos de comunicação brasileiros, ainda não foi implementado nenhum programa oficial de divulgação das novas regras. O Ministério da Educação(MEC) informou que produziu uma cartilha sobre o assunto, mas espera por aprovação da Academia Brasileira de Letras (ABL). A versão digital do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), disponível na página da ABL, não foi atualizada até o momento. O presidente do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), Godofredo de Oliveira Neto, acredita que a difusão pelos meios de comunicação é maior do que a esperada e suficiente para que as novas normas sejam conhecidas pela população. “Até programa humorístico está tratando disso [acordo ortográfico]”, brincou.
Elaborado em 1990, a ideia do Acordo Ortográfico é unificar a maneira de escrever em todos os países que utilizam o português. Porém, ainda existem resistências em relação às mudanças, principalmente em Portugal. Uma petição eletrônica , apoiada por intelectuais lusitanos, conseguiu mais de 100 mil assinaturas rejeitando a reforma.Para Valter Kehdi, é normal que haja reação maior em Portugal, devido à tradição do país como berço da língua. O professor acredita que o acordo é “desejável”, apesar de discordar de algumas mudanças.Mesmo com as controvérsias, o governo português manifestou a intenção de que o Acordo Ortográfico entre em vigor este ano. Pelas ruas, as opiniões em relação à nova maneira de escrever estão divididas - alguns concordam com as mudanças, outros acham desnecessárias e existem até aqueles que ainda não ouviram falar das novas normas. O artista plástico Felipe Pontes disse que desconhecia as novas regras de ortografia, mas que pretende se informar. “Acho que vou buscar essas novas palavras na internet”.A analista de câmbio Sandra Ferreira leu sobre as mudanças nos jornais e na internet. No entanto, considerou-se “bem por fora” da nova ortografia. Apesar de não conhecer a fundo as regras, ela acredita que a padronização da escrita é uma medida positiva. “É legal unificar, já que é a mesma língua”.
Confira alguns depoimentos colhidos pela Agência Brasil em São Paulo, Brasília e no Rio de Janeiro:
“Algumas mudanças tornaram a nossa ortografia mais difícil, principalmente porque nos acostumamos a escrever da forma antiga. Porém, creio que em pouco tempo os brasileiros irão se acostumar a escrever de acordo com a nova ortografia.”. Eduardo Mello, advogado, Brasília.“É para mudar as palavras, né? Tomar outro rumo, como pronunciar, mudar os acentos”. Célia Regina de Mello, faxineira, Rio de Janeiro.“O que eu acho desagradável é que não é uma tentativa completa. Iniciou com esse objetivo de integrar todos os países que falam a língua portuguesa mas não abrangeu, não teve uma abertura, não teve amplitude e aí acaba que você vai se adaptar a uma coisa que não teve o foco atendido”. Priscilla Silva de Lima, arquivista do Serviço Florestal Brasileiro, Brasília“Acho que precisa de mais divulgação por meio dos jornais. O público em geral não tem acesso à informação” Sidney Cortez, analista de câmbio, São Paulo.“Eu acho bom no sentido de criar um padrão na língua portuguesa que é falada não só aqui no Brasil, mas em outros países”. Fábio Luiz e Silva, estudante universitário, Rio de Janeiro.“O que eu sei é que houve algumas mudanças em relação a algumas palavras. Não sei muito bem, só sei que algumas palavras mudaram na grafia, não sei se mudou a maneira de falar, mas que a grafia mudou isso a gente sabe”. Rosa Shirley Peres da Silva, estudante universitária, Brasília.“Vou ter que ir pra escola de novo, senão daqui a pouco vão me chamar de burra. Para mim, tinha que deixar do jeito que estava”. Silvana Ferreira, dona de banca de revista, São Paulo.
As pessoas comuns poderiam ter sido mais ouvidas na elaboração do Acordo Ortográfico que começou a vigorar em 1º de janeiro deste ano. Para o coordenador do curso de letras da Universidade Estácio de Sá, no Rio, Deonísio da Silva, a forma como foi feito o acordo dificulta a assimilação. “Se a sociedade que usa a língua fosse mais consultada, daria muito menos trabalho [difundir as novas normas]”, considerou.A língua portuguesa escrita estava “precisando” de uma reforma, na avaliação de Deonísio. No entanto, ele acredita que as mudanças deveriam ter levado em conta as transformações decorrentes do próprio uso do idioma, em vez de dar prioridade às regras formais da escrita. “A reforma não deveria ficar só nos dicionários. Os dicionários estão atrasados pelo menos 40 anos [em relação ao idioma utilizado no cotidiano]”. Na opinião do coordenador, as deficiências na elaboração do projeto comprometem a eficácia da reforma linguística.“O acordo, do jeito que foi feito, vai demandar outra reforma em breve”, ressaltou.Até 2012, quando o modo de escrever antigo deixará de ser aceito, os brasileiros já terão incorporado as mudanças, prevê o professor de letras da Universidade de São Paulo Valter Kehdi. Ele reconhece que “a ortografia sempre implica hábitos muito arraigados”, mas acredita que com o uso diário, a nova forma de escrever será assimilada dentro do prazo de transição.Para ele, o ideal é que as pessoas aprendam as regras mais simples e “esqueçam” as mudanças em relação ao hífen, que são mais complexas. De acordo com Kehdi, o melhor é ter um dicionário atualizado para esclarecer as dúvidas em relação à escrita.Apesar da nova ortografia já ter sido adotada por vários veículos de comunicação brasileiros, ainda não foi implementado nenhum programa oficial de divulgação das novas regras. O Ministério da Educação(MEC) informou que produziu uma cartilha sobre o assunto, mas espera por aprovação da Academia Brasileira de Letras (ABL). A versão digital do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), disponível na página da ABL, não foi atualizada até o momento. O presidente do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), Godofredo de Oliveira Neto, acredita que a difusão pelos meios de comunicação é maior do que a esperada e suficiente para que as novas normas sejam conhecidas pela população. “Até programa humorístico está tratando disso [acordo ortográfico]”, brincou.
Elaborado em 1990, a ideia do Acordo Ortográfico é unificar a maneira de escrever em todos os países que utilizam o português. Porém, ainda existem resistências em relação às mudanças, principalmente em Portugal. Uma petição eletrônica , apoiada por intelectuais lusitanos, conseguiu mais de 100 mil assinaturas rejeitando a reforma.Para Valter Kehdi, é normal que haja reação maior em Portugal, devido à tradição do país como berço da língua. O professor acredita que o acordo é “desejável”, apesar de discordar de algumas mudanças.Mesmo com as controvérsias, o governo português manifestou a intenção de que o Acordo Ortográfico entre em vigor este ano. Pelas ruas, as opiniões em relação à nova maneira de escrever estão divididas - alguns concordam com as mudanças, outros acham desnecessárias e existem até aqueles que ainda não ouviram falar das novas normas. O artista plástico Felipe Pontes disse que desconhecia as novas regras de ortografia, mas que pretende se informar. “Acho que vou buscar essas novas palavras na internet”.A analista de câmbio Sandra Ferreira leu sobre as mudanças nos jornais e na internet. No entanto, considerou-se “bem por fora” da nova ortografia. Apesar de não conhecer a fundo as regras, ela acredita que a padronização da escrita é uma medida positiva. “É legal unificar, já que é a mesma língua”.
Confira alguns depoimentos colhidos pela Agência Brasil em São Paulo, Brasília e no Rio de Janeiro:
“Algumas mudanças tornaram a nossa ortografia mais difícil, principalmente porque nos acostumamos a escrever da forma antiga. Porém, creio que em pouco tempo os brasileiros irão se acostumar a escrever de acordo com a nova ortografia.”. Eduardo Mello, advogado, Brasília.“É para mudar as palavras, né? Tomar outro rumo, como pronunciar, mudar os acentos”. Célia Regina de Mello, faxineira, Rio de Janeiro.“O que eu acho desagradável é que não é uma tentativa completa. Iniciou com esse objetivo de integrar todos os países que falam a língua portuguesa mas não abrangeu, não teve uma abertura, não teve amplitude e aí acaba que você vai se adaptar a uma coisa que não teve o foco atendido”. Priscilla Silva de Lima, arquivista do Serviço Florestal Brasileiro, Brasília“Acho que precisa de mais divulgação por meio dos jornais. O público em geral não tem acesso à informação” Sidney Cortez, analista de câmbio, São Paulo.“Eu acho bom no sentido de criar um padrão na língua portuguesa que é falada não só aqui no Brasil, mas em outros países”. Fábio Luiz e Silva, estudante universitário, Rio de Janeiro.“O que eu sei é que houve algumas mudanças em relação a algumas palavras. Não sei muito bem, só sei que algumas palavras mudaram na grafia, não sei se mudou a maneira de falar, mas que a grafia mudou isso a gente sabe”. Rosa Shirley Peres da Silva, estudante universitária, Brasília.“Vou ter que ir pra escola de novo, senão daqui a pouco vão me chamar de burra. Para mim, tinha que deixar do jeito que estava”. Silvana Ferreira, dona de banca de revista, São Paulo.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Saiba quanto ganha um estagiário
Após seis meses da publicação da nova Lei do Estágio, nº 11.788/08, o Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) realizou a pesquisa "Valores pagos aos estagiários do Brasil". O estudo foi feito na primeira quinzena de abril e revela a média de bolsa-auxílio oferecida por empresas de pequeno, médio e grande porte. O levantamento foi feito com 12.140 estagiários de diferentes níveis em todo o país. Todos os participantes foram contratados a partir de 26 de setembro de 2008, ou já tiveram seus contratos adaptados, segundo as regras da nova legislação.A média geral paga por um estagiário brasileiro é de R$ 705,96. Já para o Ensino Médio, R$ 421,00; para Médio Técnico, R$ 467,16; para Superior, R$ 805,84 e para Superior Tecnólogo, R$ 707,07. "A diferença no valor das bolsas é pequena em relação à pesquisa realizada há um ano e reflete a diminuição da jornada diária com a dinâmica do mercado. As empresas entenderam os benefícios na contratação de jovens e continuam investindo em talentos para moldá-los conforme o perfil da organização" afirma Carlos Henrique Mencaci, presidente do Nube. Segundo a legislação em vigor, os estagiários devem cumprir carga horária máxima de 6 horas diárias, têm direito à bolsa-auxílio, auxílio-transporte, recesso remunerado e podem ficar no máximo dois anos estagiando na mesma organização.O impacto da nova legislação e da crise econômica diminuiu o número de estagiários no Brasil. Levantamento da Associação Brasileira de Estágios (Abres) mostra que o país tem 900 mil estagiários, sendo 650 mil no nível superior e 250 mil no nível médio, para um total de 13,1 milhões de estudantes. "Por conta da oferta de alunos ser maior em algumas áreas, as bolsas acabam diminuindo", explica Mencaci.Conheça os dez cursos com as melhores bolsas-auxílio no Brasil, separados por níveis:Nível Médio Técnico:1) Edificações: R$ 631,002) Técnico em Química: R$ 590,003) Técnico em Segurança do Trabalho: R$ 568,004) Mecânica: R$ 566,005) Mecatrônica: R$ 558,006) Técnico em Informática: R$ 538,007) Secretariado: R$ 518,008) Eletrônica: R$ 509,009) Contabilidade: R$ 503,0010) Telecomunicações: R$ 488,00Nível Superior:1) Engenharia: R$ 961,902) Arquitetura e Urbanismo: R$ 958,003) Economia: R$ 889,254) Direito: R$ 862,005) Química: R$ 861,556) Psicologia: R$ 860,007) Relações Internacionais: R$ 856,868) Comunicação Social - Relações Públicas: R$ 855,009) Ciência da Computação: R$ 838,0910) Ciências Contábeis: R$ 804,28Nível Superior Tecnológico:1) Tecnologia Mecânica - Processos de Produção: R$ 860,002) Tecnologia em Redes de Computadores: R$ 852,003) Informática - Gestão de Negócios: R$ 823,004) Tec. em Análise e Desenv. de Sistemas: R$ 801,00 5) Tec. em Gestão em Logística Empresarial: R$ 775,006) Tecnologia em Marketing: R$ 766,007) Tecnólogo em Logística: R$ 755,008) Tec. em Gestão Financeira: R$ 686,009) Gestão de Recursos Humanos: R$ 655,0010) Gestão de Marketing: R$ 627,00O estudo também aponta que a maior parte dos estagiários se concentra entre a faixa de 19 e 23 anos, com 52% de representatividade. A média geral da bolsa-auxílio para esse grupo é de R$ 600,38. A pesquisa considerou, ainda, o sexo, apontando os homens como maioria (56,77% do total), com uma média de R$ 831,00, enquanto as mulheres recebem R$ 759,00. Porém, independentemente de idade ou sexo, o mercado de trabalho busca candidatos capacitados e que façam a diferença no ambiente corporativo. Por isso, o estágio é o passo fundamental para aumentar os conhecimentos e constituir uma carreira de sucesso. "Estagiar me possibilitou conquistar crescimento profissional e financeiro. Com o valor da bolsa-auxílio pago minha faculdade e sem essa contribuição seria difícil dar continuidade aos meus estudos", diz Amanda Tieme Takada, estagiária da Total IP Telecomunicações."Conquistará a melhor remuneração o candidato que tornar-se um multiespecialista, mantiver níveis de desempenho acima da média e apresentar contribuições diferenciadas e que agreguem valor à empresa como um todo", explica Anessa Trassi, analista de treinamento do Centro de Desenvolvimento Profissional (Cedep).É importante lembrar que os valores acima são uma média nacional, logo há estágios que pagam bolsa-auxílio maior ou menor.
Após seis meses da publicação da nova Lei do Estágio, nº 11.788/08, o Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) realizou a pesquisa "Valores pagos aos estagiários do Brasil". O estudo foi feito na primeira quinzena de abril e revela a média de bolsa-auxílio oferecida por empresas de pequeno, médio e grande porte. O levantamento foi feito com 12.140 estagiários de diferentes níveis em todo o país. Todos os participantes foram contratados a partir de 26 de setembro de 2008, ou já tiveram seus contratos adaptados, segundo as regras da nova legislação.A média geral paga por um estagiário brasileiro é de R$ 705,96. Já para o Ensino Médio, R$ 421,00; para Médio Técnico, R$ 467,16; para Superior, R$ 805,84 e para Superior Tecnólogo, R$ 707,07. "A diferença no valor das bolsas é pequena em relação à pesquisa realizada há um ano e reflete a diminuição da jornada diária com a dinâmica do mercado. As empresas entenderam os benefícios na contratação de jovens e continuam investindo em talentos para moldá-los conforme o perfil da organização" afirma Carlos Henrique Mencaci, presidente do Nube. Segundo a legislação em vigor, os estagiários devem cumprir carga horária máxima de 6 horas diárias, têm direito à bolsa-auxílio, auxílio-transporte, recesso remunerado e podem ficar no máximo dois anos estagiando na mesma organização.O impacto da nova legislação e da crise econômica diminuiu o número de estagiários no Brasil. Levantamento da Associação Brasileira de Estágios (Abres) mostra que o país tem 900 mil estagiários, sendo 650 mil no nível superior e 250 mil no nível médio, para um total de 13,1 milhões de estudantes. "Por conta da oferta de alunos ser maior em algumas áreas, as bolsas acabam diminuindo", explica Mencaci.Conheça os dez cursos com as melhores bolsas-auxílio no Brasil, separados por níveis:Nível Médio Técnico:1) Edificações: R$ 631,002) Técnico em Química: R$ 590,003) Técnico em Segurança do Trabalho: R$ 568,004) Mecânica: R$ 566,005) Mecatrônica: R$ 558,006) Técnico em Informática: R$ 538,007) Secretariado: R$ 518,008) Eletrônica: R$ 509,009) Contabilidade: R$ 503,0010) Telecomunicações: R$ 488,00Nível Superior:1) Engenharia: R$ 961,902) Arquitetura e Urbanismo: R$ 958,003) Economia: R$ 889,254) Direito: R$ 862,005) Química: R$ 861,556) Psicologia: R$ 860,007) Relações Internacionais: R$ 856,868) Comunicação Social - Relações Públicas: R$ 855,009) Ciência da Computação: R$ 838,0910) Ciências Contábeis: R$ 804,28Nível Superior Tecnológico:1) Tecnologia Mecânica - Processos de Produção: R$ 860,002) Tecnologia em Redes de Computadores: R$ 852,003) Informática - Gestão de Negócios: R$ 823,004) Tec. em Análise e Desenv. de Sistemas: R$ 801,00 5) Tec. em Gestão em Logística Empresarial: R$ 775,006) Tecnologia em Marketing: R$ 766,007) Tecnólogo em Logística: R$ 755,008) Tec. em Gestão Financeira: R$ 686,009) Gestão de Recursos Humanos: R$ 655,0010) Gestão de Marketing: R$ 627,00O estudo também aponta que a maior parte dos estagiários se concentra entre a faixa de 19 e 23 anos, com 52% de representatividade. A média geral da bolsa-auxílio para esse grupo é de R$ 600,38. A pesquisa considerou, ainda, o sexo, apontando os homens como maioria (56,77% do total), com uma média de R$ 831,00, enquanto as mulheres recebem R$ 759,00. Porém, independentemente de idade ou sexo, o mercado de trabalho busca candidatos capacitados e que façam a diferença no ambiente corporativo. Por isso, o estágio é o passo fundamental para aumentar os conhecimentos e constituir uma carreira de sucesso. "Estagiar me possibilitou conquistar crescimento profissional e financeiro. Com o valor da bolsa-auxílio pago minha faculdade e sem essa contribuição seria difícil dar continuidade aos meus estudos", diz Amanda Tieme Takada, estagiária da Total IP Telecomunicações."Conquistará a melhor remuneração o candidato que tornar-se um multiespecialista, mantiver níveis de desempenho acima da média e apresentar contribuições diferenciadas e que agreguem valor à empresa como um todo", explica Anessa Trassi, analista de treinamento do Centro de Desenvolvimento Profissional (Cedep).É importante lembrar que os valores acima são uma média nacional, logo há estágios que pagam bolsa-auxílio maior ou menor.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Administração de empresas
Responsável por garantir o bom funcionamento das organizações, o administrador de empresas pode atuar em áreas distintas como finanças, recursos humanos, logística, qualidade de processos e gestão de produção. O curso forma profissionais aptos a identificar os principais enfoques necessários para a gestão das organizações. O objetivo é oferecer ao formando o conhecimento dos principais métodos e instrumentos que possibilitem os melhores resultados na gestão financeira, de mercado, de pessoas e clientes, entre outros. O currículo inclui uma formação básica, envolvendo disciplinas de direito, sociologia, contabilidade, matemática, estatística, economia e ciência política.
Mercado - Os administradores podem trabalhar como técnicos de funções administrativas ou como gerentes e executivos em empresas, instituições privadas sem fins lucrativos e instituições governamentais. Se tiverem perfil empreendedor, podem gerir seus próprios negócios ou atuar como consultores especializados em assuntos relacionados à administração organizacional. O salário médio inicial é de R$ 1.500. O coordenador do curso de administração da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Aureliano Angel Bressan, lembra que a área de recursos humanos possui uma demanda crescente pelo profissional de treinamento e desenvolvimento de pessoal.
É pra você? - O administrador de empresas deve ser flexível, dinâmico e ter a capacidade de tomar decisões de maneira rápida, acompanhando a velocidade do mercado. Interesse pela área administrativa e capacidade de lidar com pessoas são características que podem levar ao sucesso na profissão.
Responsável por garantir o bom funcionamento das organizações, o administrador de empresas pode atuar em áreas distintas como finanças, recursos humanos, logística, qualidade de processos e gestão de produção. O curso forma profissionais aptos a identificar os principais enfoques necessários para a gestão das organizações. O objetivo é oferecer ao formando o conhecimento dos principais métodos e instrumentos que possibilitem os melhores resultados na gestão financeira, de mercado, de pessoas e clientes, entre outros. O currículo inclui uma formação básica, envolvendo disciplinas de direito, sociologia, contabilidade, matemática, estatística, economia e ciência política.
Mercado - Os administradores podem trabalhar como técnicos de funções administrativas ou como gerentes e executivos em empresas, instituições privadas sem fins lucrativos e instituições governamentais. Se tiverem perfil empreendedor, podem gerir seus próprios negócios ou atuar como consultores especializados em assuntos relacionados à administração organizacional. O salário médio inicial é de R$ 1.500. O coordenador do curso de administração da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Aureliano Angel Bressan, lembra que a área de recursos humanos possui uma demanda crescente pelo profissional de treinamento e desenvolvimento de pessoal.
É pra você? - O administrador de empresas deve ser flexível, dinâmico e ter a capacidade de tomar decisões de maneira rápida, acompanhando a velocidade do mercado. Interesse pela área administrativa e capacidade de lidar com pessoas são características que podem levar ao sucesso na profissão.
Uma trajetória profissional é repleta de oportunidades e dificuldades. No início da carreira, uma situação bastante difícil é a entrevista de emprego. O que costuma acontecer, nessa fase, é a rejeição logo na primeira seleção devido, é claro, ao despreparo do jovem."Isso é comum, porém essa situação acaba por desanimar o estudante a seguir em frente e buscar novas oportunidades", afirmou o diretor de Comunicação do site Estagiários.com, Giuliano Bortoluci.De acordo com ele, a desilusão acontece porque os jovens têm muitas expectativas em relação à entrevista e têm problemas em ouvir um não como algo construtivo, que os faça tentar novamente. Entre aqueles da Geração Y, a situação se complica, uma vez que, de acordo com Bortoluci, eles sentem mais dificuldades em lidar com adversidades.Como encarar a entrevista?O diretor de Comunicação afirmou que a primeira entrevista não pode ser vista com muita expectativa, mas como um primeiro contato com um mundo novo. Por isso, receber um "não" é algo comum."No primeiro encontro com o recrutador, o nervosismo é incontrolável e a falta de segurança é explícita. Por isso, tenha uma conversa com alguém mais experiente e peça para que ele simule uma entrevista com você e aponte seus erros e acertos. Isso pode ajudá-lo a controlar o nervosismo", disse Bortoluci.E se a resposta for não?Mesmo depois disso, se receber um "não", nada de abaixar a cabeça. Leve isso como um aprendizado, para ajudá-lo a se aprimorar. Compareça a todas as outras oportunidades que surgirem, assim se acostumará com a situação e conhecerá também os diversos métodos de seleção de candidatos."Com essa ideia desenvolvida e aplicada no cotidiano, a entrevista se tornará algo mais familiar, sem estresse e com menos pressão, o que pode refletir em bom desempenho nas próximas entrevistas. A ausência do nervosismo acarreta em uma melhor desenvoltura".Você também pode dizer "não"Bortoluci finaliza dizendo que não é só a empresa que pode dizer não para você. O contrário também pode ocorrer."É importante também que o jovem saiba a hora certa de dizer não. Aceitar todas as oportunidades, sem colocar na balança o que realmente deseja fazer, pode trazer consequências futuras como mal desempenho profissional e insatisfação pessoal. Portanto, avalie seus desejos e vá atrás dos seus objetivos, sem medo de encarar os obstáculos".
A percepção de "queda livre incessante" da economia dos Estados Unidos desapareceu e o quadro já não é mais totalmente negativo, mas ainda misto, afirmou neste domingo o conselheiro econômico do presidente Barack Obama, Lawrence Summers.Lawrence Summers também disse que os desequilíbrios da economia dos EUA não podem continuar para sempre e que o país está no caminho de conter a retração. "Há seis ou oito semanas, não havia estatísticas positivas em lugar nenhum. (...) Hoje, o cenário é bem mais misto", disse.Fiat-Chrysler Sobre as negociações Chrysler-Fiat, Summers afirmou que alguns pontos foram trabalhados e outros ainda estão pendentes. "Mas é do interesse de todos, nós acreditamos, ver o sucesso dessas negociações. E estamos esperançosos de que isso acontecerá.""Há alguns indicadores positivos. Há também alguns positivos. E ninguém sabe como será o próximo, mas acho que a percepção de queda livre incessante que tínhamos há um ou dois meses não está mais presente."
O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, usou o exemplo do Brasil para ilustrar que o engajamento de um país na comunidade internacional é mais importante do que o tamanho de sua cota de representação no FMI na hora de ganhar espaço nas decisões econômicas internacionais."O Brasil tem se tornado um dos maiores players da economia mundial. O papel desempenhado pelo presidente Lula faz com que o Brasil tenha um papel (mais) importante (do que o tamanho da cota)", afirmou Strauss-Kahn em entrevista coletiva em Washington, neste domingo (26).O diretor-gerente do Fundo acrescentou que o espaço conquistado pelo Brasil nas decisões econômicas mundiais foi superior à elevação de sua cota na instituição, que subiu de 1,4% para 1,7% em março de 2008. Segundo ele, a voz conquistada pelo país no cenário mundial é que deve ser avaliada.Revisão de cotas Strauss-Kahn ressalvou, porém, não estar dizendo que mudar a cota não seja algo importante. "É algo muito importante, pois a realidade da parcela da cota tem de estar alinhada com a realidade da vida econômica. China, Índia e Brasil não estão esperando pelo aumento na cota para serem ouvidos no conselho do FMI. E acho que no Banco Mundial também."A avaliação é compartilhada pelo presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick. "Concordo 100% com Dominique", afirmou o executivo do Bird.
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